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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Administração

SÃO PEDRO

Pe. Carlos Seixas
O nome original é Simão (Mt 17, 25; Mc 1,16;29-30.36). Em geral é chamado de PETROS, nome masculino formado do substantivo feminino petra, rocha (em aramaico kepha-rocha), em grego Cefas (Petros), em latim Petrus, conforme Jo 1,42, 1 Cor 1,12; 3,22; 9,5; 15,5. “Jesus olhou bem para Simão, o filho de João (ou Jonas) e disse: você vai se chamar Cefas, que quer dizer Pedra” (Jo 1,42). O nome original é Simão (Mt 17, 25; Mc 1,16;29-30.36). Em geral é chamado SÃO PEDRO.
O chamado segundo os evangelhos sinóticos ocorre no mar da Galiléia e é estritamente ligado com o chamado de seu irmão André e de Tiago e João. “Jesus andava a beira do mar da Galiléia, quando viu dois irmãos: Simão, também chamado Pedro e seu irmão André. Estavam jogando a rede no mar, pois eram pescadores. Jesus disse para eles: Sigam-me e eu farei de vocês pescadores de homens. Eles deixaram as redes e seguiram Jesus. Indo mais adiante, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago e João, filhos de Zebedeu...e Jesus os chamou...”(Mt 4,18-22).
Pedro é mencionado nos Evangelhos muito mais freqüentemente do que qualquer outro discípulo. Isso indica uma posição especial no grupo. Essa posição especial pode ser definida como estreita relação com Jesus não participada pelos outros, certa responsabilidade, porta vos do grupo, com certo grau de iniciativa. Esses elementos por si mesmos não indicam posição de guia, mas fornecem uma base para a função de guia que Pedro assumirá depois da ressurreição de Jesus. Ele é mencionado em primeiro lugar na lista dos doze (Mt 10,2; Mc 3,16; Lc 6,14; At 1, 13). Opõe-se ao anúncio da paixão e é repreendido por Jesus (Mt 16,22-23; Mc 9,32-33). Com Tiago e João foi testemunha da transfiguração (Mt 17,1; Mc 9,2; Lc 9,28), da ressurreição da filha de Jairo (Mc 5,37; Lc 8,51) e da agonia de Jesus (Mt 26,27; Mc 14,33). Jesus o enviou junto com João para preparar a Páscoa (Lc 22,8). Jesus pagou o imposto do templo para Ele e Pedro (Mt 17, 24-27). Pedro pergunta sobre a questão do perdão (Mt 18, 21), sobre a recompensa pela renúncia (Mt 19, 27; Mc 10, 28). Afirma que não se escandalizará com qualquer coisa que acontecer com Jesus e é advertido acerca de sua próxima negação (Mt 26, 33-35). Jesus repreende Pedro quando os discípulos dormem no Horto das Oliveiras (Mt 26,40; Mc 14,37). Ele faz uma pergunta sobre a figueira (Mc 11,21). Com Tiago, João e André pede quais os sinais da segunda vinda (Mc 13,3). Conduz os discípulos à procura de Jesus no deserto (Mc 1,36). Reclama quando Jesus quer lavar-lhe os pés (Jo 13,6-9). Quando Jesus foi preso, Pedro agrediu o soldado com espada (Jo 18,10). A ressurreição é anunciada aos discípulos e a Pedro (Mc 16,7). Lc 24, 34 e 1 Cor 15,5 sugerem que Pedro foi a primeira testemunha da ressurreição. Com João, Pedro examinou o túmulo vazio (Jo 20,2-10). Cabe observar que esta posição especial de Pedro se encontra em todos os Evangelhos.
Na primeira comunidade cristã de Jerusalém, Pedro aparece como guia após a ascensão de Jesus. Propõe a eleição de um sucessor para Judas Iscariotes entre os doze (At, 1,15-22). É o porta voz dos discípulos no Pentecostes (At 2), depois da cura de um coxo (At 3) e diante do Sinédrio (At 4,5-29). Revela o poder de Jesus (At 3; 5,15; 9,32-43). No episódio de Ananias e Safira é o porta voz da comunidade (At 5,1-11). É ele que rejeita a proposta de Simão, o mago (At 8,20-24). Sua função de guia não é exercida de maneira monárquica. É dito que ele e João são enviados a Samaria para conferirem o Espírito aos discípulos (At 8, 14). Pedro é o primeiro a pregar o Evangelho aos gentios (At 10) e explica isto como conseqüência de uma revelação celestial (At 11,1-18). A mesma atitude aparece em seu discurso no Concílio de Jerusalém (At 15,7-11).
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domingo, 21 de março de 2010

Administração

O ANEL DO PESCADOR

Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés.” (Lc 15, 22)
O anel como símbolo de nobreza e compromisso é usado desde a antiguidade até hoje. Seu uso remonta a épocas anteriores a Cristo.
Entre os romanos havia o costume de usar um anel de ferro. Este era concedido apenas aos cidadãos honrados. O Anel Pastoral, de ouro, podia ser usado apenas pelos sacerdotes de Júpiter.
Na história da humanidade encontramos o uso de anéis em diversas situações e épocas. Salomão usou um anel de ouro com a estrela de Davi, de seis pontas, para afastar o mal. Aristóteles, em 350 a.C., menciona um oráculo que utilizava o tilintar sincronizado de dois anéis presos a fios, indicando o momento propício a uma determinada ação. Ele mencionou também o fato dos nobres de Cartago oferecerem anéis aos seus oficiais a cada vitória alcançada, reforçando aí a imagem de nobreza que cerca o anel desde os tempos mais antigos.
Nos países governados por reis sempre foi sinal de grande honra o recebimento de um anel, o que tornava um subalterno em nobre.
O Papa, sucessor de São Pedro, usa um anel conhecido como Anulus Piscatoris (latim) ou Anello Pescatorio (italiano), o Anel do Pescador. Este anel é um símbolo oficial do Papa. O anel de ouro apresenta um baixo-relevo de Pedro pescando de um barco, este símbolo deriva da tradição que Pedro era pescador e que os apóstolos receberam a missão de Cristo de serem "pescadores de homens" (Cf. Mc 1,17). Através dos séculos, foi demonstração de respeito ao Papa ajoelhar-se e beijar o Anel do Pescador, tradição que continua até a atualidade.
O Papa Dâmaso I (366 - 384) foi o primeiro a usar o anel do Pescador, que ao contrário de hoje, era passado de pontífice para pontífice, assim que confirmada a sua morte, como símbolo de sua autoridade pastoral. Uma carta escrita em 1265 pelo Papa Clemente IV para seu sobrinho Pedro Grossi, fala da primeira função conhecida do Anel do Pescador. Utilizado para fechar toda a correspondência privada papal eclesial, o Papa selava o envelope pressionando o anel no lacre de cera vermelha derretida. Os documentos públicos, as bulas papais, eram, ao contrário, selados pelo Brasão papal e carimbados com chumbo. Em 1842, quando a cera para a impressão do anel foi substituída por um carimbo com tinta vermelha, esse costume foi abolido da Igreja.
Sempre após uma morte de um Papa, o Anel do Pescador é destruido por um martelo de prata, que esmaga sua face na presença de vários cardeais pelo Camerlengo, "chefe interino", da igreja entre a morte do papa e a eleição de seu sucessor, a fim de evitar falsificação de documentos durante a Sede Vacante, isto é, até a eleição de um novo Pontícife Romano. Um novo anel é fundido com o ouro do último anel para cada Papa. Ao redor da imagem está escrito em alto relevo o nome do respectivo Papa em Latim. Durante a cerimônia de Tomada Papal, o Decano do Colégio dos Cardeais coloca o anel no terceiro dedo da mão direita do novo Papa.
Pe. Carlos Alberto Seixas de Aquino
Pároco da Paróquia N. Sra. de Fátima em Parnaíba
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