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domingo, 13 de dezembro de 2015

Paróquia N Sra. de Fátima

As quatro velas do Advento


As quatro velas do Advento


Liturgicamente, o tempo do Advento (do latim adventus = chegada) corresponde às quatro semanas que antecedem o Natal. As quatro velas representamessas quatro semanas e serão acesas, uma a uma, desde o primeiro domingo do Advento até o quarto domingo, sucessivamente. Via de regra as cores das velas devem corresponder à cor do tempo litúrgico – roxa -, diferenciando-se a terceira vela – rosa – como alegre preparação para a vinda do Senhor.
Neste sentido, relembramos que as vestes litúrgicas devem ser de cor roxa,  como sinal de nossa conversão em preparação para o Natal, com exceção do terceiro domingo, onde o rosa substitui o roxo, revelando o Domingo da Alegria (ou Domingo Gaudette).  O Advento deve ser tempo de celebração onde a sobriedade e a moderação são características peculiares da liturgia, evitando-se antecipar a plena alegria da festa do Natal de Jesus. Por isso, neste período não se entoa o “Glória” e nossos passos, nesse recolhimento, seguem em direção ao sublime momento do nascimento de Jesus.

AS QUATRO VELAS

Rito – Na celebração eucarística, um pequeno rito pode ser colocado no início da celebração, liturgia da palavra ou qualquer outro momento conforme o designar o celebrante. O acender das velas, normalmente é aberto com a bênção das velas, canto e oração própria.  Seria também muito próprio fazer, em nossas casas,  uma breve oração e acendimento das velas nos Domingos que antecedem o natal.

1º Domingo do Advento - Acende-se a  PRIMEIRA VELA
 A luz nascente nos conclama a refletir e aprofundar a proximidade do Natal,  onde Cristo, Salvador e Luz do mundo brilhará para a  humanidade. Lembra ainda o perdão concedido a Adão e Eva. A cor roxa nos recorda  nossa atitude de vigilância diante da abertura e espera do Senhor que virá.


Oração:
A luz de Cristo, que esperamos neste Advento, enxugue todas as lágrimas, acabe com todas as trevas, consolem quem está triste e encha nossos corações da  alegria de preparar sua vinda neste novo ano de graça!

2º Domingo do Advento – Acende-se a  SEGUNDA VELA
 A segunda vela acesa nos convida ao desejo de conversão, arrependimento dos nossos pecados e também o compromisso de prepararmos, assim como São João Batista, o caminho do Senhor que virá.  Esta vela lembra ainda a fé dos patriarcas e de São João Batista, que anuncia a salvação para todos os povos.

Oração:
A luz de Cristo, que esperamos neste Advento, enxugue todas as lágrimas, acabe com todas as trevas, consolem quem está triste e encha nossos corações da  alegria de preparar sua vinda neste novo ano de graça!

3º Domingo do Advento – Acende-se a  TERCEIRA VELA (Rosa)
 A terceira vela acesa nos convida à alegria e ao júbilo pela aproximação da chegada de Jesus.  A cor litúrgica de hoje, o rosa,  indica justamente o Domingo da Alegria, ou o Domingo Gaudette,  onde transborda nosso coração de alegria pela proximidade da chegada do Senhor. Esta vela lembra ainda a alegria celebrada pelo rei Davi e sua promessa que, agora, está se cumprindo em Maria.



Oração:
Alegrai-vos sempre no Senhor! De novo vos digo: Alegrai-vos! O Senhor está perto”

4º Domingo do Advento – Acende-se a  QUARTA VELA
 A quarta vela marca os passos de preparação para acolher o Salvador,  nossa expectativa da chegada definitiva da Luz ao mundo. Simboliza ainda nossa fé em Jesus Cristo, que ilumina todo homem que vêm a este mundo e  também os ensinamentos dos profetas, que anunciaram a chegada do Salvador.

Oração:
Céus, deixai cair o orvalho, nuvens, chovei o justo;  abra-se a terra, e brote o Salvador!



 Fonte:www.amormariano.com.br
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domingo, 1 de dezembro de 2013

Prof. Marcos Lima

1º. Domingo do Advento

Homilia do 1º. Domingo do Advento – Ano A

Iniciamos o Tempo do Advento: tempo da vinda do Senhor. As velas acendidas a cada Domingo serão um convite para que nossa esperança brilhe em meio às trevas. O Senhor já veio, o Senhor vem a cada dia, o Senhor virá... Portanto, nossa vida é preenchida de sentido. O Advento alimenta o nosso coração com o combustível da esperança.
A oração da coleta nos convida para que “corramos ao encontro do Senhor que vem”. Onde está este Deus vindouro? Ele está no nosso cotidiano. Antes de procurarmos a Deus nos acontecimentos extraordinários, devemos percebê-lo nos fatos mais corriqueiros da nossa vida. Em cada novo desafio, nas oportunidades novas, nas dores, nas alegrias, em cada nova pessoa que surge diante de nós está o Deus que vem. O advento é todo dia, é cada momento. Advento é deixar Deus existir no nosso dia a dia, é abrir-se para que Ele esteja presente.
O Evangelho nos convida à vigilância. Isto porque o Senhor virá – eis a mística dos dois primeiros domingos do advento: preparar-se para a vinda do Senhor na glória, preparar-se para a vinda do seu Reino glorioso. Vigilância significa ter presente a importância da vida, ou seja, não podemos conduzir a vida no improviso, pois o que realizamos aqui e agora tem consequências eternas. Não sabemos quando o Senhor virá, não sabemos quando nossa vida terrena terá o seu fim, por isso, devemos aproveitar cada minuto. O tempo é bem aproveitado dependendo de nossas opções, de nossas escolhas diante do mistério da vida. Nossas escolhas nos distinguem, por isso, “um será levado e outro será deixado”.
O Evangelho nos fala de duas situações que compõe o cenário da vinda do Senhor. Primeiramente, muitos estarão como “nos dias de Noé”, ou seja, entregues aos prazeres da vida. Depois, estarão ocupados com o trabalho do campo e com a moagem do trigo, ou seja, atarefados com os afazeres da vida. Aqui contém um alerta interessante: não podemos fazer da nossa vida um misto de busca de prazeres e de afazeres a serem cumpridos. Não seria esta dualidade medíocre a tônica da vida de muitos concidadãos da pós-modernidade? Por detrás dos prazeres e do trabalho deve estar o sentido da existência. Uma vida preenchida de sentido consegue transpor o vício do egoísmo e a escravidão do dever. É preciso acordar do torpor da imobilidade: “já é hora de despertar”.
A primeira leitura não revela algo vindo de cima, não nos conduz ao sonho da espera do Céu. Sonhar na esperança do novo é se comprometer com a construção deste novo. O sonho nos impele à mudança. Aqui é bem vinda a poesia de Lothar Zenetti: “Pergunte a cem católicos: o que é mais importante na Igreja? E eles responderão: a missa. Pergunte a cem católicos: o que é mais importante na missa? E eles responderão a mutação do pão e do vinho no corpo e sangue do Senhor! Diga então aos cem católicos que o mais importante da Igreja é a mutação. Eles se enfurecerão: Não, tudo deve ficar como está!”. E parece que muitos desejam a imobilidade com a desculpa de estar sendo fiéis à Tradição. Que o diga o Papa Francisco...

 “Já é hora de despertar (...)A Noite já vai adiantada, o dia vem chegando...” Mais uma vez já é chegada a hora de um novo ardor pela vida. “Vinde todos, deixemo-nos guiar pela do Senhor!”
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sábado, 30 de novembro de 2013

Prof. Marcos Lima

Esquema do Advento

Esquema do Advento
Começa com as vésperas do domingo mais próximo ao 30 de novembro e termina antes das vésperas do Natal. Os domingos deste tempo se chamam 1º, 2º, 3º, e 4º do Advento. Os dias 16 a 24 de dezembro (Novena de Natal) tendem a preparar mais especificamente as festas do Natal.
O tempo do Advento tem uma duração de quatro semanas. Este ano, começa no domingo 01 de dezembro, e se prolonga até a tarde do dia 24 de dezembro, em que começa propriamente o Tempo de Natal. Podemos distinguir dois períodos. No primeiro deles, que se estende desde o primeiro domingo do Advento até o dia 16 de dezembro, aparece com maior relevo o aspecto escatológico e nos é orientado à espera da vinda gloriosa de Cristo. As leituras da Missa convidam a viver a esperança na vinda do Senhor em todos os seus aspectos: sua vinda ao fim dos tempos, sua vinda agora, cada dia, e sua vinda há dois mil anos.
No segundo período, que abarca desde 17 até 24 de dezembro, inclusive, se orienta mais diretamente à preparação do Natal. Somos convidados a viver com mais alegria, porque estamos próximos do cumprimento do que Deus prometera. Os evangelhos destes dias nos preparam diretamente para o nascimento de Jesus. Com a intenção de fazer sensível esta dupla preparação de espera, a liturgia suprime durante o Advento uma série de elementos festivos. Desta forma, na Missa já não rezamos o Glória. Se reduz a música com instrumentos, os enfeites festivos, as vestes são de cor roxa, o decorado da Igreja é mais sóbrio, etc. Todas estas coisas são uma maneira de expressar tangivelmente que, enquanto dura nosso peregrinar, nos falta alo para que nosso gozo seja completo. E quem espera, é porque lhe falta algo. Quando o Senhor se fizer presente no meio do seu povo, haverá chegado a Igreja à sua festa completa, significada pela Solenidade do Natal.
Temos quatro semanas nas quais de domingo a domingo vamos nos preparando para a vinda do Senhor. A primeira das semanas do Advento está centralizada na vinda do Senhor ao final dos tempos. A liturgia nos convida a estar em vela, mantendo uma especial atitude de conversão. A segunda semana nos convida, por meio do Batista a “preparar os caminhos do Senhor”; isso é, a manter uma atitude de permanente conversão. Jesus segue chamando-nos, pois a conversão é um caminho que se percorre durante toda a vida. A terceira semana preanuncia já a alegria messiânica, pois já está cada vez mais próximo o dia da vinda do Senhor. Finalmente, a quarta semana nos fala do advento do Filho de Deus ao mundo. Maria é figura central, e sua espera é modelo e estímulo da nossa espera.
Quanto às leituras das Missas dominicais, as primeiras leituras são tomadas de Isaías e dos demais profetas que anunciam a Reconciliação de Deus e, a vinda do Messías. Nos três primeiros domingos se recolhem as grandes esperanças de Israel e no quarto, as promessas mais diretas do nascimento de Deus. Os salmos responsoriais cantam a salvação de Deus que vem; são orações pedindo sua vinda e sua graça. As segundas leituras são textos de São Paulo ou das demais cartas apostólicas, que exortam a viver em espera da vinda do Senhor.
A cor dos parâmentos do altar e as vestes do sacerdote é o roxo, igual à da Quaresma, que simboliza austeridade e penitencia. São quatro os temas que se apresentam durante o Advento:
I Domingo
A vigilância na espera da vinda do Senhor. Durante esta primeira semana as leituras bíblicas e a prédica são um convite com as palavras do Evangelho: “Velem e estejam preparados, pois não sabem quando chegará o momento”. É importante que, como uma família, tenhamos um propósito que nos permita avançar no caminho ao Natal; por exemplo, revisando nossas relações familiares. Como resultado deveremos buscar o perdão de quem ofendemos e dá-lo a quem nos tem ofendido para começar o Advento vivendo em um ambiente de harmonia e amor familiar. Desde então, isto deverá ser extensivo também aos demais grupos de pessoas com as quais nos relacionamos diariamente, como o colégio, o trabalho, os vizinhos, etc. Esta semana, em família da mesma forma que em cada comunidade paroquial, acenderemos a primeira vela da Coroa do Advento, de cor roxa, como sinal de vigilância e desejo de conversão.
II Domingo
A conversão, nota predominante da predica de João Batista. Durante a segunda semana, a liturgia nos convida a refletir com a exortação do profeta João Batista: “Preparem o caminho, Jesus chega”. Qual poderia ser a melhor maneira de preparar esse caminho que busca a reconciliação com Deus? Na semana anterior nos reconciliamos com as pessoas que nos rodeiam; como seguinte passo, a Igreja nos convida a acudir ao Sacramento da Reconciliação (Confissão) que nos devolve a amizade com Deus que havíamos perdido pelo pecado. Acenderemos a segunda vela roxa da Coroa do Advento, como sinal do processo de conversão que estamos vivendo.
Durante esta semana poderíamos buscar nas diferentes igrejas mais próximas, os horários de confissões disponíveis, para quando cheguar o Natal, estejamos bem preparados interiormente, unindo-nos a Jesus e aos irmãos na Eucaristia.
III Domingo
O testemunho, que Maria, a Mãe do Senhor, vive, servindo e ajudando ao próximo. Na sexta-feira anterior a esse Domingo é a Festa da Virgem de Guadalupe, e precisamente a liturgia do Advento nos convida a recordar a figura de Maria, que se prepara para ser a Mãe de Jesus e que além disso está disposta a ajudar e a servir a todos os que necessitam. O evangelho nos relata a visita da Virgem à sua prima Isabel e nos convida a repetir como ela: “quem sou eu para que a mãe do meu Senhor venha a visitar-me?
Sabemos que Maria está sempre acompanhando os seus filhos na Igreja, pelo que nos dispomos a viver esta terceira semana do Advento, meditando sobre o papel que a Virgem Maria desempenhou. Propomos que fomentar a devoção à Maria, rezando o Terço em família. Acendemos como sinal de esperança gozosa a terceira vela, de cor rosa, da Coroa do Advento.
IV Domingo

O anúncio do nascimento de Jesus feito a José e a Maria. As leituras bíblicas e a prédica, dirigem seu olhar à disposição da Virgem Maria, diante do anúncio do nascimento do Filho dela e nos convidam a “aprender de Maria e aceitar a Cristo que é a Luz do Mundo”. Como já está tão próximo o Natal, nos reconciliamos com Deus e com nossos irmãos; agora nos resta somente esperar a grande festa. Como família devemos viver a harmonia, a fraternidade e a alegria que esta próxima celebração representa. Todos os preparativos para a festa deverão viver-se neste ambiente, com o firme propósito de aceitar a Jesus nos corações, as famílias e as comunidades. Acenderemos a quarta vela da Coroa do Advento, de cor roxa.
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Prof. Marcos Lima

O TEMPO DO ADEVENTO

O TEMPO DO ADEVENTO

Estamos no Tempo Litúrgico do Advento. Essa palavra tem origem na língua latina, sendo derivada de “Adventus”, (“chegada”) que por sua vez vem de “Adveniere” (“Chegar a”). Há quem pergunte: Chegada de que? O que se aproxima?A estas indagações podemos dizer que é chegada “a plenitude dos tempos” (Gl 4, 4), o momento histórico em que o Verbo se fez carne e veio habitar em nosso meio! (Jo 1, 14)
O Advento compreende as quatro semanas que antecedem o Natal do Senhor, sendo um tempo de preparação para a vinda do Messias, ao longo dessas quatro semanas devem aumentar em nós a alegria, a esperança e a caridade para com nossos irmãos.
Com a celebração do Advento a Igreja retoma a esperança da vinda do Cristo Salvador, renovando o desejo de sua vinda definitiva!
“Ao celebrar cada ano a liturgia do Advento, a Igreja atualiza esta espera do Messias: comungando com a longa preparação da primeira vinda do Salvador, os fiéis renovam o ardente desejo de sua Segunda Vinda. Pela celebração da natividade e do martírio do Precursor, a Igreja se une a seu desejo: "É preciso que Ele cresça e que eu diminua”” (Jo 3,30). (CIC § 524) (2)
Um dos principais símbolos do Advento é a Coroa (ou Grinalda), feita de galhos ou ramos verdes, em forma de círculo, onde se colocam quatro velas, cada uma simbolizando um Domingo. Cada vela que é acesa num Domingo do Advento, representando a luz do Cristo, que vai se tornando mais resplandecente a cada dia que se aproxima o Natal.
Ao término dessa preparação, possamos estar prontos a receber o Rei do Universo, que nasce pobre e frágil (Lc 2,10-16ss) a fim de assumir a nossa natureza e redimi-la, nos propiciando o caminho da Salvação(Fl 2,6-11; Hb 4,15). Que o Cristo nasça a cada dia em nossos corações, tornando nossa vida um constante Advento em preparação ao encontro definitivo com o Pai.
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